quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A PASSO LARGOS

A PASSO LARGOS

A passos largos oiço ao longe um murmúrio
Talvez sejam as águas que correm do rio
Ou simplesmente o vento a assobiar
Uma canção talvez, não consigo entender
É ao ver um castelo, na luz de um pirilampo
Trazem-me um pouco das sombras serenas
De labirintos na penumbra da minha memória

Ofuscando os sentidos alucinantes
Sem direção, sem palavras, de ausência
Oiço ao perto o murmúrio do rio, no silêncio
Do nosso encontro, caminho sem rumo
Das esquecidas e murmuradas palavras
Que eu não entendo, os meus passos persistem
Neste caminhar cansada e incrédula, onde sinto
O cheiro, o aroma da terra verde, o musgo
Nas suas margens, uma saudade que persiste
Na escuridão de um segredo guardado
Numa tarde de inverno, oiço o murmúrio
De dor, de saudade, de amor sentidos e esquecidos.

 Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 29 de outubro de 2013

PERDIDOS

 PERDIDOS

Andam perdidos
Na serra, nos montes
Deste nosso Portugal
Com fome e cheios de frio
Onde dizem basta
E querem ser ouvidos
...........Não querem
Andar mais perdidos
Na serra, no monte
Deste nosso Portugal.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

QUIMERA DE VERÃO

QUIMERA DE VERÃO

.........Meu amor
Eu sempre te amarei
Passe o tempo que passar
........Sempre hei de te amar.
Venha a chuva de outono
Faça sol na primavera
.....Fique quente no verão
Em qualquer estação
......Tu és a minha quimera.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

PROMESSAS

PROMESSAS

Estou triste, desiludida.....Cansada das dores
Que me castigam o corpo e a alma
Das injustiças, de tanta falsidade
E hipocrisia do ser humano
De ver as pessoas a viver de aparências.
De ver tanta desigualdade, entre ricos e pobres
De ver tanta maldade, que fazem às crianças
De tanta incompreensão no trabalho.
Das falsas promessas, dos nossos governantes
De conviver com pessoas egoístas
................Maldosas fúteis e inúteis
De ver prosperar a impunidade
...............A nossa justiça é cega.
De ver tanto sofrimento, no abandono dos velhos
De tanto desamor...entre pais e filhos
De ver tanta falta de fé...e de esperança
De ver portas fechadas para quem mais precisa
Que mundo é este em que nós vivemos

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

SER FELIZ

SER FELIZ

Como está feliz a minha alma
.........Soltou um sorriso
Deixou a mente calma
............Entrei feliz em casa
A porta estava aberta
............Com todo o seu fulgor
Onde a dor entra e sai
..........E distrai-se num paraíso
De luz, paz e harmonia

 Poesia da alma, luzida de cor
.............Como está feliz a minha alma
O talento, o amor está presente
..........Afago a saudade, sinto um arrepio
Escuto o vento, a tempestade
............Estendo as minhas mãos
Grito bem alto o teu nome
Como está feliz a minha alma.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

"ALMA, ALMA"

"ALMA, ALMA"

Amar a alma
Inevitável na sua pureza aromática
Nas águas límpidas de um rio
Corre a força de um olhar
O beijo doce a beber
Das bocas que se encontram sedentas
Pelo desnudar das almas
O sorriso puro de uma gota
Da certeza de procurar-te
Por as pedras e correntes
nos ramos da margem perdida
Deixa o teu corpo aninhar


Nos meus braços, junto ao meu peito
Quando a saudade acordar
Sente o seu odor, inebriante
Junta uma lágrima
Com os teus lábios ardentes
Esquece o passado
Vive o agora com paixão
E o desejo,sinto o teu gosto
Do teu corpo e do teu rosto
Beija-me com o doce e o amargo
Derrama essas lágrimas puras
Oriundas de um último beijo
Ainda ofegante e corta-me o coração.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

LIVROS DO MUNDO


LIVROS DO MUNDO


Os Livros deste mundo

Quando não são lidos

São almas puras e perdidas

Numa terra impura de perdidos

À procura da metade que nos falta

Quando na verdade a metade

que nos falta é a metade que

não entendemos ou não aceitamos


Mostra-me os teus versos minha querida

E eu te dou o poema da minha canção

O romantismo não está apenas

Nos meus versos, nos meus poemas

Está quando as nossas almas

Estiverem sedentas de afeto

E os nossos corpos sentirem esta necessidade.


Os livros partem para a outra margem

Para outras paragens

Onde estão à espera deles

E não serão mais almas tristes

Porque alguém os irá ler com amor, timidez

E ficaram para sempre nas suas lembranças.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

NESTA NOITE MEU AMOR

 NESTA NOITE MEU AMOR

Meu amor digo-te esta noite
Dá-me o teu corpo, nele escreverei.
Com o toque suave dos meus dedos
Sem medos, murmúrios, gemidos
Eu te direi todos os meus segredos
Derramarei na tua pele
 O vinho perfumado dos deuses
Dela farei meu agasalho.
A madrugada romperá de delírios
Que a minha poesia
Ficará imortal no teu corpo
Para sempre meu amor
Nesta noite de lua nova.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

domingo, 13 de outubro de 2013

SAUDOSA TERRA

 SAUDOSA TERRA

Este Trás-os-Montes
Onde deixei a minha alma
Reino encantado de cores
De aromas, de amores
Entre as fragas
Dos ecos das vozes
Perdi as letras, os poemas
O tempo, o velho, o novo
A paz, o sono, o costume
Deixei de sonhar
Mas não de amar
Neste Trás-os-Montes
Onde deixei e perdi a minha alma.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

MURMÚRIO DO RIO

 MURMÚRIO DO RIO

Escuto o murmúrio do rio
Que corre entre as fragas
Lentamente e devagarinho
Parece ao longe alguém
A chorar de frio, será uma
Alma sem forças para lutar
Ou sofrerá de solidão
Ou ainda as lágrimas ardentes
Das mulheres saudosas.


Das aldeias e das terras
Vazias sem almas
Dos homens desaparecidos
Sem tempo de amar
Que adormecem ao sol e ao luar
Das suas mulheres que não
Têm noites de amor
Esmagam a raiva que
Martelam a dor da memória


Escuto o murmúrio
Do rio que corre
Lento e puro onde mato
A sede de tudo
De quem e donde mora sozinho.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

ENTENDER

ENTENDER

Às vezes não entendo
Como a vida
..... Que é tão bela
Mas que maltrata-nos
....... Sem piedade
Massacramo-nos
.......Aprisionamo-nos
Humilhamo-nos
E parece que gostamos
......Será que é um sonho
Mas nos sonhos não corremos riscos.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.

"DORME"

"DORME"

É de madrugada quente de verão
Dorme a cidade, a vila, a aldeia
Dormem os lobos e o homem
Dormem as flores do meu jardim
Dormem as aves em cima da arvores
Dormem os peixes no fundo do mar
Dorme a minha alma cansada de dor
Dorme o meu coração protegido e quieto.


 Isabel Morais Ribeiro Fonseca.