domingo, 29 de junho de 2014

EU NÃO TU

 EU NÃO TU

............Tu sim tu porque plagias as minhas dores
As minhas mágoas e sofrimentos.
..........Tu sabes que o meu sofrimento não é igual ao teu
Porque eu não sou tu.
............Tu sim tu porque plagias o meu amor.
Ele é só meu e não é igual ao teu.
................Tu sim tu porque plagias a dor da minha alma.
Se a tua não é igual à minha, cada alma é única.
................Tu sim tu porque plagias as minhas palavras escritas.
Em poemas, versos ou desabafos.
...............Se tu não sentes da mesma maneira que eu sinto.
Quando escrevo os meus sentimentos.
...............Tu sim tu, porque plagias a minha vida
Os meus pensamentos, as minhas dúvidas.
...............As minhas noites mal dormidas
De solidão de tudo que escrevo.
...............Tu sim tu porque plagias tudo o sinto
Quando tu és diferente de mim
............Partilha os meus poemas, versos ou pensamentos.
Respeita o nome de qualquer poeta e de quem escreve.
...............Eles merecem todo o nosso respeito e carinho.
Afinal não há duas pessoas iguais.
....Somos todos diferentes, com sentimentos diferentes.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 26 de junho de 2014

ARREBATADOR

 ARREBATADOR

Desejo-te.
Esta noite como nunca desejei.
Como nunca te quis.
Ou talvez como nunca te senti.
A luz do luar é inspiradora.
A noite é ardente.
Intensa, mágica
Transbordando uma secreta fantasia.
De um momento arrebatador.
Dos desejos mais íntimos.
Mais secretos
Sussurrantes, murmurantes
Desejo-te.
Esta noite como nunca desejei.
Como nunca te quis.
Como nunca te senti.
Ou talvez como nunca te quis.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 18 de junho de 2014

PERDIDA NO TEMPO

 PERDIDA NO TEMPO

Perdida no tempo, dispo-me de toda a roupa.
No meio da poeira das minhas memórias.
Sem miragem, sem paisagem
Pelo infinito escuro.
Dispo-me de todo o peso
Do corpo, da alma, da vida.
Que pesa-me, marca-me e escraviza-me
A falta do teu olhar é como.
Um punhal imaginário cravado no peito de tanta
Tanta solidão
Dor da tua ausência
De tanta ausência de nós, nós meu amor
Senti frio, medo e angústia.
Não quero sofrer mais na escuridão.
Vou ao encontro de mim mesma
Nesta estrada que me leva até ti amor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca



sábado, 14 de junho de 2014

SOU MULHER

Sou mulher...
Esqueço as ilusões do outono
Aconchego-me nos teus braços
Esqueço o frio que sinto nas noites
E nas madrugadas onde desenho os meus sorrisos
Desprendo-me dos grilhões que me secam o sonho

Sou mulher...
Não grito e nem choro no inverno
Afasto-me do abismo que me chama...
Não bebo este veneno servido no cálice de absinto.
Rompo as amarras que me prendem, voo em liberdade
Não deixo que a vida me prenda e amordace-me a vontade.

Sou mulher...
Dispo-me das vestes negras e tristes da estação
Não guardo as flores murchas ou as pétalas
Adormeço na noite soltando um gemido de amor
Rasgo o silêncio que me sufoca desta solidão
Entrego-me ao teu beijo ardente na alvorada.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


quarta-feira, 11 de junho de 2014

SALGADAS LÁGRIMAS

 SALGADAS LÁGRIMAS

Da essência perder-se o perfume.
Aroma que se enrola no ar
Corpo desprendido do sabor
Lábios soltos
Vento da minha alma
Transforma-se num espaço vazio da noite.
Transporto o olhar do mar
Entre as lágrimas salgadas
Revoltas de emoções
Silêncio das letras
Palavras feitas em melodia suave
Frases que crescem
Neste encontro onde os corpos fundem-se
Fundem-se em almas nos céus escuros
Num abraço apertado e eterno!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca



quinta-feira, 5 de junho de 2014

FRÁGIL SÓ

 FRÁGIL SÓ

A morte afaga todos os meus sentidos.
Neste meu corpo frágil e gelado.
Voa a minha alma num papagaio de papel.
Por este céu brilhante, onde queima o sol.
Areia branca ou talvez vulcânica.
De pedras grandes e pequenas onde ferem os pés.
Pés descalços à beira do mar
Deixamos as mágoas, as dores do corpo
Onde a morte afaga os pensamentos.
Frágeis, soltos e débeis
Deste meu corpo já tão frágil e gelado.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


segunda-feira, 2 de junho de 2014

ALVORADA

 ALVORADA

Na alvorada
Dos meus olhos
Um dia tu serás madrugada.
Orvalhada de amor.
Orvalhado de desejo.
Do teu corpo e do meu...
Estará sempre cheio de poesia.
Serás mar...
Mar sem maresia.
Da boca que dá-me beijos.
Que aquece o meu coração.
Enche a minha alma.
De amor
És tu o meu rei e senhor
Serás sempre.
Deste meu corpo.
Deste castelo...
Feito em fortaleza.
Sem amargura.
Sem dor.
Deste meu jardim florido.
Onde nasce a tua flor.
Que só quer o teu amor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca