sábado, 30 de novembro de 2013

QUEM SABE

QUEM SABE

Quem sabe como seremos
Como morreremos, como viveremos
Em busca da felicidade imaginada
Da imortalidade e do equilíbrio que sinaliza
O que é mais autêntico o sentimento nobre do ser humano.
É bom sabermos que fazemos parte desta teia maravilhosa
Que e a vida mesmo no meio da turbulência
Dos interesses das coisas fáceis, sem harmonia
Temos de aprender a perdoar, esquecer, viver, amar
Sentir, pensar, educar e aprender a escutar
A vida é uma montanha com entardeceres, riscos
Momentos e sentimentos das estações do ano, rios
Mares, sombras, sem medo de tirar as pedras do caminho
Dos trilhos de fragas, de cometer os erros da vida.

 Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

FRASE- IRMÃOS


...........Os irmãos são

Como um laço invisível

........Nunca se separam.




terça-feira, 26 de novembro de 2013

CHUVA DE VERÃO

 CHUVA DE VERÃO

Chuva de verão
Saudade reprimida
Inverno soalheiro
Chocolate quente
Primavera florida
Intensidade no peito
Outono nostálgico
Alma que grita de dor
Alguém de saudade
Da partida vazia.

MariaIsabelMoraisRF

domingo, 24 de novembro de 2013

"AME E SEJA AMADO"

"AME E SEJA AMADO"

Ame o próximo momento
Ame o sorriso que lhe for dado
Ame a atitude demonstrada
Ame o abraço oferecido
Ame o tempo, o presente que lhe é dado
Apenas ame, ame para amar e ser amado
Afinal como é maravilhoso começar e chegar ao fim do dia
Agradecendo a Deus, pela vida
Que ele tão generosamente nos concedeu
Tenham todos um bom dia
Um final de tarde e um anoitecer maravilhoso.
Fiquem com Deus meus amigos.

 Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

AMA-SE

Ama-se o silencio, a luz
........O aroma, o sol
A lua, as estrelas
.........Ama-se o orvalho da manhã
A noite, o dia
...........As cores, as flores
O fresco, os sons, as lágrimas e o mar.

MariaIsabelMoraisRF


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

PÁLIDA SOMBRA

 PÁLIDA SOMBRA

Sombra pálida que caminha entre as serras
Montes e vales,chorado de dor..
Que acabou de perder a pessoa amada

Pálida com uma folha caída no chão
Com a neve que cai entres as serras
Deste nosso amado Portugal


Pálida do inverno frio e gelado
Do sangue que não corre nas veias
Dos braços cansados e tristes

Pálida que anda perdida,sozinha
Por montes,serras e vales
Não sabe que caminho tomar.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sábado, 16 de novembro de 2013

LUTA DESIGUAL

 LUTA DESIGUAL

Perdido na serra, no monte
........Anda sozinho o lobo
Com saudades da alcateia
...........Da companheira que foi morta
Escondida por caçadores
............Maldosos sem escrúpulos
Que matam tudo sem respeito
..........Por nada e por nada
Numa luta desigual
.........Onde os mais fortes sobrevivem
Afinal quem é o animal?
..........O homem ou o animal ?

MariaIsabelMoraisRF

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

"SOLITÁRIOS"

 "SOLITÁRIOS"

Somos solitários
Por natureza
Vivemos na solidão
Num jardim verde como o mar
De planícies do vazio, sem frutos, nem flores
Incerteza do tempo, covardia do medo
Injustiça da mentira, silêncio longo
Onde ninguém é ignorante ou inteligente
Morremos, sentimo-nos nus no sangue
Da nossa própria dor, terra seca, dura,
Floreada de orvalho da manhã que brilha
Na passagem, caminho ou trilho perdido
Perdemos a imagem o canto, a alma
Sem sabermos onde ela fica,ficara perdida
De sentimentos esquecidos como no fundo
Do mar como um barco abandonado, atolado
Na lama, na areia, sem rumo, sem norte, sem âncora
Somos solitários, vivemos na escuridão.

MariaIsabelMoraisRF

terça-feira, 12 de novembro de 2013

DEIXO VOAR

 DEIXO VOAR

Às vezes deixo o corpo voar
........E esqueço a minha alma em casa
Não dou conta da solidão
..........Da escuridão, da dor
Dos corpos sem almas
.............Fechadas, sozinhas
Quase abandonadas
.........Parece uma prisão
Um cesto de ilusões
............Corpo sem alma, alma sem corpo.
Ás vezes esqueço o corpo em casa
..............E deixo voar a minha alma.

12-11-2013
MariaIsabelMoraisRF

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

SINTO SAUDADES

 SINTO SAUDADES

Sinto saudades do cheiro a capim
Da terra molhada, de barro, de lama
De andar na rua com o meu vestido de chita
De andar descalça pelo campo,
Saudades das tranças no cabelo
Do meu riso inocente sem ver a maldade
De comer o folar de carne saído do forno
De estar à lareira em família a rezar o terço
De ouvir as histórias que contava a minha mãe
De brincar com os meus irmãos
De voltar a ser criança simplesmente.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 5 de novembro de 2013

"QUARTO"

 "QUARTO"

Num quarto escuro
Numa cama fria
Onde descansamos
O nosso corpo
A nossa mente
A  nossa alma
Os nossos lençóis
De cetim ou linho
Escondem segredos
Vividos, sofridos
E talvez esquecidos.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sábado, 2 de novembro de 2013

"COVIS DOS LOBOS"

 "COVIS DOS LOBOS"

.......Dos covis dos lobos
Ás grutas das nossas serras
........São escuras de desalento
Ecos que invadem a alma
..........Corrompem a nossa razão
Onde as víboras fazem
..........E devoram os nossos sentidos
Confundem as nossas emoções.


As grutas escuras com vida
.........Da terra quente e fértil
Ecos do nosso desalento
........Onde a solidão nos corrói
Nascem flores e árvores, dando cor
...........Perfume e alegria
A escuridão da nossa vida
........Muitas vezes triste e solitária.
As grutas escuras escondidas
..........Nos montes e serras deste
Nosso Portugal, onde a raposa, faz o seu ninho
...........Longe das gentes
Dos ecos do nosso desalento
Que devoram os nossos sentidos e confundem as nossas
............Emoções, onde a solidão nos corrói.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca