quinta-feira, 30 de outubro de 2014

"JANELA DA ALMA"

"JANELA DA ALMA"

Sim, sinto saudades, de abrir as janelas da alma
Imaginar quantas janelas de alegria
Poderia abrir e as possibilidades encantadoras
Mas elas estão travadas, emperradas
Com as dobradiças enferrujadas como a minha alma
Que saudade dos dias em que segurava a caneta.
E as palavras flutuavam como nuvens
Adormecia com versos, poemas, que saiam da minha boca
Tantas vezes sinto-me tão vazia.
E por vezes sou abandonada esquecida
Perdida nas tardes quentes de outono
Sem sentido sem lugar no teu coração.
Despida de sentimentos
Eu só queria ser a cama que te abraça
A rua onde tu andas
Tocar os teus pensamentos com os meus lábios
Como o vento que sopra suave
Sonhar, sonhar com a lua e acordar o sol.
Para aquecer os meus pensamentos, a minha alma
Voar nem que seja por alguns segundos...
Agarrando-te e sentir-te como um desejo imenso
Incontrolável para abrir e escancarar
A janela dentro de mim de ti.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

"SILÊNCIOS"

"SILÊNCIOS"

Prefiro o silêncio às vaidades destrancadas.
Afogando os sentidos em simples sussurros
Descuidados, estudados, sentidos, esquecidos.
O nosso silêncio é ter o chão...
Feito em areia quente da praia
Fazendo o nosso lar na maresia do nosso amado mar
É vivermos o que começamos
Com a coragem para recomeçar.
Sentir o desassossego
Nos nossos lençóis de linho amassados.
Viver em sobressalto
Com o coração aos saltos pela tua ausência.
Das lembranças, para reviver todos os momentos eternos.
Das raras vezes
Que eu não senti a lâmina vazia dentro de mim.
Desta depressão
Que me escraviza em muitos momentos....
Feita em gritos silenciosos
Que escorrerem pelas minhas mãos.
Quando nada faz sentido
É escrever como um enigma eterno.
O tempo faz da nossa vida
Uma simples história escrita num diário.
Folhas adormecidas
Onde acordo sempre nos teus braços meu amor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

"SINTO"

"SINTO"

Sinto as tuas mãos quentes a percorrer o meu corpo
Estremeço de amor e paixão
Oiço o gemido das árvores
Da janela do meu quarto sinto o teu cheiro
Como uma brisa suave e o orvalho do teu corpo
Que refresca e molha o meu
Será loucura ou paixão
Só nós os dois é que sabemos
Deste amor que sentimos
Viver é não ter a vergonha de ser feliz
É afundar-me nos teus braços é mergulhar no teu corpo
Doce como o perfume das mais belas flores.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


sábado, 11 de outubro de 2014

"GRITE E FIQUE"

"GRITE E FIQUE"

Troque o tempo por outro tempo
Para viver no tempo de um momento
Grite, chore, fique do avesso
Cante, ame, ria de felicidade mesmo sem saber
Mas guarde algumas coisas
No coração só para si
Troque o tempo por outro tempo
Para viver no tempo de um momento
Quando mais nada sobrar de si.
Não há ninguém melhor que vá entender-te
As pessoas só fingem ouvir-te
O que tu sentes ou falas
O prazer delas é menosprezar-te
Talvez sejam breve
Como as águas do mar, correntes frias
Que não passam de pressentimentos
Troque o tempo por outro tempo
Sem medo de viver o momento.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sábado, 4 de outubro de 2014

HOJE MEU AMOR

HOJE MEU AMOR

Hoje meu amor dorme comigo
Acorda meu querido de manhã ao meu lado
Escrevo com a ponta dos dedos
Sal- picos da minha alma
A folha branca enche-se lentamente de letras
Melodia de sussurros de um coração
De uma saudade
Amontoados de emoções
Sem definição, sem limites
Nas frases escritas
Com as sensações nas pontas dos dedos
Deita-te a meu lado amor
Na junção dos nossos corpos, seremos um só
As veias clamam a tua chegada em mim
Como um poema lido em voz alta
As palavras escritas
Ganham vida nascem nas tempestades das dores
Nas ondas do mar as palavras fazem ondular
A escrita no oceano dos meus sentidos
No cair da noite, ficarei ao teu lado, no despir a pele
Beijando a praia do meu ser
Para lá das horas revoltas no meu peito no cais do sono
Castigando-me com a força da tua ausência
Escrita sem porto de abrigo onde ancorar
Deixo-me naufragar em palavras
A página em branco já escrita, enche-se de palavras soltas
Emoções sentidas na esperança de um sonho
Palavras com cor, sem cor, vestindo de dor
Escrevendo a ausência das artérias que pulsam
Que clamam a vontade que tenho de ti em mim.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca