quinta-feira, 30 de março de 2017

AGRURA



AGRURA

Sofro, vou recorrendo a esta loucura
Nesta minha insanidade para me libertar
Morro, morro desta maldita agrura amarga
Ruptura escabrosa de pesar no meu peito

Que me causa desgosto este tal mal estar
Insónia maldita repetida que não me deixa
Ao menos sonhar, mantém-me presa nesta
Minha vigília constante, vomito só de pensar

Durmo sem dormir , sonho sem sonhar
Acordo sem nunca tentar sequer acordar
Entre estes sonhos fugazes escorregadios
Esquivos ignorando os motivos da ruptura

Carregando toda esta dor que me assola a mente
Onde morro todas as noites desta minha insónia
Que me vai devorando a lucidez, fardo esgotante
Este o meu, sem dúvida ao vivê-lo vou morrendo

Lentamente para me libertar destas agruras que a vida
Me tem dado ao longo deste meu cinzento caminhar
Morro sem, sem saber que vou morrendo em mim
Nesta louca insónia que me tolda a mente desta noite.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca




sábado, 25 de março de 2017

SONHO IM/PERFEITO

SONHO IM/PERFEITO


Procuro e já nada deixo
Desvendo no desespero
Sinto-me a morrer sem saber
Neste lento escoar que sinto

Mas creio saber esquecer
O caminho que percorro
Mesmo sem de mim saber
Que vivo de utopias mortas

No vácuo daquilo que sinto
Ou creio saber sem dar nada
Neste meu mundo de defeitos
De tanta gentinha im/perfeita

Que julgam ser a perfeição
Mundo cruel  que me afasto
Deixando para trás tantas vezes
Sonhos que o vento leva na ilusão.

 Isabel Morais Ribeiro Fonseca


sexta-feira, 3 de março de 2017

SORVO DE SAL ❤

SORVO DE SAL

Caminho entre as águas
Que correm pelas margens
Deste meu rio de fragas frias
Da nossa triste esperança
No sobressalto do teu corpo
Da magoada saudade sentida
Nesta ferida aberta no meu peito
Onde o sal que queima a carência
No desejo esquecido na mente
Deste mar de pupilas desatentas
No desencontro encontrado
Sombra da noite sem remédio
Da seiva de uma gota trêmula
Que a luz magoa a saudade
Raiz exposta já de alguém
Na transparência das águas
Que correm de novo para o mar
Onde já não sorvo o sal
Do choro que já não me levanta.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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