sexta-feira, 18 de julho de 2014

DESENCANTADA ROSA

 DESENCANTADA ROSA

Sou uma rosa sem encanto
Sou um amor, mas sem amar
Sou um vendaval a formar
Que chora com as águas do mar
Não me importam os soberanos
Os imortais ou os tiranos
Sou o dia sem noite
Sou a noite sem aurora
Pensamentos sonolentos
Nas noites de esquecimento
Um vulto a caminhar
Sem saber por onde vai
Renasce a minha poesia
Nesta noite quente de verão
O luto entranhou-se no meu ser
Como é difícil viver
Mesmo sem querer
Sou uma rosa sem encanto
Sou um amor, mas sem amar
Sou um vendaval a formar
Que chora com as águas do mar
Sou um vulto a caminhar
Sem saber por onde vai parar.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 16 de julho de 2014

FACEBOOK

 FACEBOOK

Há pessoas que gostam muito do Facebook.
Não condeno ninguém...eu também gosto
Não gosto...não gosto mesmo
Das pessoas que passam na nossa página em silêncio
Sem dar-nos por elas, sobretudo aquelas pessoas
Que não param de bisbilhotar a nossa vida ou a vida dos outros.
Não gosto das pessoas que passam nas páginas
Para a coscuvilhice.....é lamentável
Passam nas páginas sem porem um gosto e um like
Eu sei, porque eu tenho uma página
E por ela passam mais de 200 a 80 pessoas
Depende do poema ou verso .....que ponho
Por isso meus amigos em matéria de coscuvilhice
O facebook é imbatível.
Espero que no futuro próximo possamos ver
Todos aqueles que visitem as nossas páginas
Para parar com a coscuvilhice
Quando passar por uma página ponha um like, um gosto
Pelo menos, eu faço sempre
Há pessoas que passam o dia inteiro no facebook
Gabo a coragem de destes resistentes eu também já fui um deles
Sejam felizes...e não se esqueçam de amar
Afinal......o Facebook é apenas uma diversão
Porque para aborrecimentos já basta a vida

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 9 de julho de 2014

LANÇADAS AO VENTO

LANÇADAS AO VENTO

Olhos de lágrimas
Lançadas no céu
Pelo silêncio, feito em lamento
Como um anjo sem asas
Numa noite sombria...escura
Nada posso pedir....nem exigir
Implorar...no aroma das memórias
Navego....em sonhos
Saudades daquilo que nunca tive
Alma em desassossego
Não esconde o cansaço
Tornando-me luz
Nas noites de escuridão
Invadir o teu peito
Com sementes de amor e desejo
Curar as feridas....que sangram a minha alma
Que espera o teu amor, aliviando-me a dor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 7 de julho de 2014

HÁ NOITES, NOITES

HÁ NOITES, NOITES

Há noites em que perco o sono
Noites que são dolorosas
E choro em desespero
A noite já vai muito longa
E as lágrimas e a chuva
Molham o vidro das janelas
Vagueio pela casa, assalto o frigorífico.
Ninguém me vê, estão todos a dormir.
Eu vou contando as horas, os minutos
Fico a ouvir os barulhos da noite.
Olho para a minha amiga lua à espera do sono.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 3 de julho de 2014

FONTE NOSSA

 FONTE NOSSA

Que natureza é a nossa
Que bebemos o sangue das intrigas
Criamos boatos fúteis e inúteis

Que natureza é a nossa
Sangramos os outros com a maldade
Muitas vezes alheios a nós

Que natureza é a nossa
Selvagens banhamo-nos no sangue inocente
Do sofrimento e das lágrimas dos outros

Que natureza é a nossa
Sugamos o sangue das veias com inveja.
E das dificuldades dos outros.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca