sábado, 30 de julho de 2016

ENQUANTO

ENQUANTO

Enquanto as folhas arderem
Enquanto espero o teu carinho
Enquanto espero a janela para te ver
Enquanto espero na ânsia de te ter
Enquanto sonho em estar contigo
Enquanto o pesadelo virar sonho
Enquanto me perco escrevo
Enquanto escrever seja como droga
Enquanto o vício não me detenha
Enquanto o calar seja um muda palavra
Enquanto o veneno seja necessário
Enquanto os fragmentos se juntem
Enquanto os recantos de ti sejam colhidos
Enquanto as margens do rio virem silencio
Enquanto o encantamento esteja na alma
Enquanto o meu coração jamais se cale
Enquanto sejam as tuas palavras como rio
Em nenhum momento eu me senti vazia, sozinha.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


quarta-feira, 20 de julho de 2016

AMAR SIMPLESMENTE


AMAR SIMPLESMENTE

Amar é respeito é confiança
Amar não é só usufruir do corpo
Não é só dominar como se fosse
Dono do corpo, da alma ou da mente
Amar é respeitar o outro sendo respeitado
Amar é tratar com carinho a pessoa amada
É fazer amor selvagemente dando prazer
A quem amamos, não é saciar só os nossos desejos
Amar é proteger conquistando todos os dias
A pessoa amada, aquela que nos faz palpitar
Amar é fazer a pessoa que tanto amamos
Ser levada às nuvens todas as noites ou dias
Nos gemidos de prazer entre os corpos
É despertar na pessoa amada tudo de bom
Amar é conduzir e deixar ser conduzida
É fazer a pessoa amada sentir-se única
Amar é amar simplesmente deixar-se amar.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sábado, 9 de julho de 2016

ANJO SÓ


ANJO SÓ

Eu queria ter simplesmente um anjo
Por um belo momento de amor
Mas deito-me nas trevas entre becos
Escuros de ergástulo loucamente
Pelos pergaminhos onde mordo os
Meus lábios secos, eu só queria ser
O teu anjo, mas estou apaixonada
Pela minha própria luxúria
Queimo as asas de anjos até virarem pó
Eu queria ser o teu anjo esta noite
Mas sou mendigo no meu próprio calvário
Que me cerca sem asas tuas, arrastada pelo
Alcatrão quente deste meu inferno
Que não me deixa caminhar
Perco-me entre mil caminhos selvagens
Aos soluços, caiem as lágrimas do meu rosto
Calvário de dor, sentimentos de amor
Eu só queria ser simplesmente um doce anjo, o teu.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


sábado, 2 de julho de 2016

CINZENTOS DIAS


CINZENTOS DIAS

Há dias cinzentos que nos embrulham
De cinzas quentes como o pó na alma
Onde enlaçamos a liberdade no espaço
Sentimos na terra, orvalho da madrugada

São talvez de breves silêncios, os nossos
É amor em gestos das noites e dos dias
Palavras de sombras, sorriso perfumado
Cobre-me com o teu véu poético, não vês?

Se arder então é paixão, é nos teus braços
Que podes aquecer assim o meu coração
Matas todas as sombras que me agonizam
Para beijar o que de melhor há dentro de mim.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca