segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

"LINHAS DE FLORES"

"LINHAS DE FLORES"

Lendo, relendo as linhas que escrevi
Das palavras que foram traduzidas
Em sentimentos tão intensos
Que transformaram-se em amor
Na leitura das linhas retratadas
Em sinceridade, lágrimas que descem
Nas linhas escritas, lidas, desprezadas
Cicatrizes de felicidade nos meus olhos
Lapidei os meus caminhos em belas paisagens
Onde sobrevivi as minhas próprias dores
Podei com paixão as flores no meu jardim
Para colher nele o mais belo perfume
Lendo, relendo as linhas que escrevi
Onde as palavras transformaram-se em amor.
 
 Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

"ROLO DE SAL"

"ROLO DE SAL"

Choro de amor
De alma perdida nesta noite
Escura que é a minha vida
Lágrimas de cristais de sangue e água
Que escorrem dos meus olhos
Nua que cortam a minha alma ferida e perdida
Neste rolo de mentiras
Escorrem e gelam as palavras não ditas
Transformam-se em punhais
Ferem-nos o corpo vazio
Estas lágrimas soltas, amargas e sofridas
São veneno para um coração
Que procura sempre a verdade
Ficam com a saudade de ver
O amor verdadeiro com alegria
Dos corpos entrelaçados sem dor, sem mágoa
Sem mentira, são muitos, os meus medos
As minhas dúvidas; os meus receios
São muitos os becos sem saída
Das grades de ferro com cadeados
Dou voltas e voltas nesta fria cama de ferro
Que range debaixo dos nossos silêncios
Cheios de ausências e nostalgias
 
Noites sem sono, de outros sentimentos
Viro-me de um lado para outro
A minha mente abraça-me de saudade
Fragmentos de um batimento cardíaco
Intimidando-se com os escombros de um pecado
Beijos famintos de sal
Sal faminto de beijos com sabor.
Sinto a solidão e a escuridão, sinto a tua falta
Dos teus beijos, do teu bem querer
Dos teus abraços que são o meu refúgio
Do teu carinho e ternura, do teu colo
Do teu descanso, do teu desejo
Onde estás meu amor não te vejo?
Os meus braços esperam por ti
A minha boca precisa da tua
O meu corpo deseja o teu, a minha alma está nua
Sinto falta dos teus carinhos que só tu sabes fazer
Rendo-me aos teus caprichos
Contigo quero viver mil aventuras e ir até ao fim.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

"OUTONO"

"OUTONO"

Outono, outono meu
Quero entregar-te os meus delírios.

Nas ruas do nosso outono
Onde os nossos passos vão ficar

Folhas do abandono pelo chão
Que um dia o vento vai levar

Os nossos olhos verão tudo a mudar
E eu escreveria um livro só para te ver chegar

Se eu te fosse contar, antes de te encontrar
Subiria os montes, desceria as ladeiras

Enfrentaria perigos, sentiria a força vento
A romper a fúria de uma tormenta

Molharia o corpo neste mar profundo
Dormiria com o teu olhar, perderia a noção das horas

Se as ruas do nosso outono pudessem
Despiriam as vestes da hipocrisia em folhas

Isabel Morais Ribeiro Fonseca