terça-feira, 29 de dezembro de 2015

FRAGAS NA SERRA

FRAGAS NA SERRA


A ecos de frias fragas em mim em delírios
Mar martírio do que sou, serei ou talvez não
A escuridão cerca-me a alma constantemente
No caminho que traço, preciso tanto de luz


De fé, mas a minha mente nega-me tal desejo
Castiga-me, como um fantasma assombrado
Que já foi, morri num espectro sem orgulho
Cadáver frio moribundo do próprio destino

No amargo deste sabor que tenho, gosto a fel
Que flutua no meu palato, perturbando o sabor
De ti no esquecimento que me cerca a morte
Não almejo tal destino mas aceito por me ser

Imposto na lama de argila em foi feito o meu
Corpo, ergástulo sem esperança vida mortal
Delírios nos ecos das fragas na serra de neve
Tento caminhar com a fé que já tanto almejo.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

FROUXO SENTIMENTO


FROUXO SENTIMENTO

Frouxo oh talvez pálida esta rima
Destes meus delírios inconstantes
Porém odeio o pó em que me deixa
Tedioso, gela-me o sangue nas veias

Não existe nada além do meu vazio
Onde a vida não nos permite ensaios
Somos eternos amadores na vivência
Numa dura aprendizagem das dores

Nesse mundo tu és o meu maior vício
Sou uma viciada, portanto, sem ter cura
Na procura interminável da tua ternura
Matei a criança que havia dentro de mim

Pelos teus lábios, pelo meu desejo de ti
A tua ausência tortura os meus sonhos
Frouxo delírio inconstante, rimas soltas
Veias de sangue que correm à tua procura

Amo-te no silêncio das palavras, frouxo
Sentimento de escritas no teu corpo (...)

Isabel Morais Ribeiro Fonseca



terça-feira, 15 de dezembro de 2015

NOITE VIOLENTA ESTA


NOITE VIOLENTA ESTA


Que noite violenta esta, perdi-me de mim
Foi levada, arrastada, num cruel sonho
Engoli o pó desta minha solidão tardia
Procurei por mim, forte me fiz de mim

Deu-me um nó na garganta da dor incerta
Ao ver ser retirada do corpo a minha alma
Sem carne senti-me nua num pobre cadáver
Andava sem rumo entregue a própria sorte

Sem saber que haja alguém que se importe
Vagueei ausente de tudo na incerteza da vida
Da pessoa obstinada que sempre foi e sou
Escondida de mim, a procura de si próprio

Mau sonho na liberdade perdida aprisionada
Flutua imagina num vivo cadáver acorrentado
Num conflito infinito a alma perturba a realidade
Grita, sem já mais ser ouvida, noite violenta esta.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

IMAGINÁVEL


IMAGINÁVEL

Quando os nossos corpos
Se unirem sem dizerem uma palavra
Ouvirás o silêncio, na tua alma e no teu coração

Sentirás a delicia do meu corpo
Com a ponta da tua língua sem pudores                
 No imoral e imperfeito da tua boca

Estremece-me nesta cama, fazendo o inimaginável
No meu ser sem hora marcada para acontecer
Noite imaginável contigo amor.


Isabel Morais Ribeiro Fonseca



quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

AMAR

AMAR

Amar é respeitar
Amar é não brincar com os sentimentos
Amar e realizar os nossos sonhos
Amar é querer ficar sempre perto de ti
Amar é conquistar-te
Amar é sentir a chuva a cair
Amar é viver simplesmente
Amar é ver as ondas do mar
Amar é ser fiel a ti e aos outros
 ♡*.¸ ¸.*☆*.¸ ¸.*♡
Amar é envelhecer amando
Amar é perdoar sempre
Amar é querer envelhecer ao teu lado
Amar é acreditar em ti
Amar é chorar de alegria
Amar é sentir a felicidade nos outros
Amar é aceitar a tua dor e não só
Amar é ultrapassar todas as barreiras
Amar é não ter medo de cair
Amar é ajudar o outro a levantar-se
Amar é simplesmente amar, amando-te.
 ♡*.¸ ¸.*☆*.¸ ¸.*♡
Isabel Morais Ribeiro Fonseca