quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

"ROLO DE SAL"

"ROLO DE SAL"

Choro de amor
De alma perdida nesta noite
Escura que é a minha vida
Lágrimas de cristais de sangue e água
Que escorrem dos meus olhos
Nua que cortam a minha alma ferida e perdida
Neste rolo de mentiras
Escorrem e gelam as palavras não ditas
Transformam-se em punhais
Ferem-nos o corpo vazio
Estas lágrimas soltas, amargas e sofridas
São veneno para um coração
Que procura sempre a verdade
Ficam com a saudade de ver
O amor verdadeiro com alegria
Dos corpos entrelaçados sem dor, sem mágoa
Sem mentira, são muitos, os meus medos
As minhas dúvidas; os meus receios
São muitos os becos sem saída
Das grades de ferro com cadeados
Dou voltas e voltas nesta fria cama de ferro
Que range debaixo dos nossos silêncios
Cheios de ausências e nostalgias
 
Noites sem sono, de outros sentimentos
Viro-me de um lado para outro
A minha mente abraça-me de saudade
Fragmentos de um batimento cardíaco
Intimidando-se com os escombros de um pecado
Beijos famintos de sal
Sal faminto de beijos com sabor.
Sinto a solidão e a escuridão, sinto a tua falta
Dos teus beijos, do teu bem querer
Dos teus abraços que são o meu refúgio
Do teu carinho e ternura, do teu colo
Do teu descanso, do teu desejo
Onde estás meu amor não te vejo?
Os meus braços esperam por ti
A minha boca precisa da tua
O meu corpo deseja o teu, a minha alma está nua
Sinto falta dos teus carinhos que só tu sabes fazer
Rendo-me aos teus caprichos
Contigo quero viver mil aventuras e ir até ao fim.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca