quinta-feira, 30 de março de 2017

AGRURA



AGRURA

Sofro, vou recorrendo a esta loucura
Nesta minha insanidade para me libertar
Morro, morro desta maldita agrura amarga
Ruptura escabrosa de pesar no meu peito

Que me causa desgosto este tal mal estar
Insónia maldita repetida que não me deixa
Ao menos sonhar, mantém-me presa nesta
Minha vigília constante, vomito só de pensar

Durmo sem dormir , sonho sem sonhar
Acordo sem nunca tentar sequer acordar
Entre estes sonhos fugazes escorregadios
Esquivos ignorando os motivos da ruptura

Carregando toda esta dor que me assola a mente
Onde morro todas as noites desta minha insónia
Que me vai devorando a lucidez, fardo esgotante
Este o meu, sem dúvida ao vivê-lo vou morrendo

Lentamente para me libertar destas agruras que a vida
Me tem dado ao longo deste meu cinzento caminhar
Morro sem, sem saber que vou morrendo em mim
Nesta louca insónia que me tolda a mente desta noite.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca