sexta-feira, 3 de março de 2017

SORVO DE SAL ❤

SORVO DE SAL

Caminho entre as águas
Que correm pelas margens
Deste meu rio de fragas frias
Da nossa triste esperança
No sobressalto do teu corpo
Da magoada saudade sentida
Nesta ferida aberta no meu peito
Onde o sal que queima a carência
No desejo esquecido na mente
Deste mar de pupilas desatentas
No desencontro encontrado
Sombra da noite sem remédio
Da seiva de uma gota trêmula
Que a luz magoa a saudade
Raiz exposta já de alguém
Na transparência das águas
Que correm de novo para o mar
Onde já não sorvo o sal
Do choro que já não me levanta.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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